Caxumba pode ser prevenida com a Vacina Tríplice Viral

A Caxumba, uma doença de infância que antes se ouvia falar de vez em quando, voltou a aparecer. Só neste ano foram registrados surtos da doença em Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e em outras capitais. De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, as instituições escolares concentram a maior parte dos surtos.

Para o Ministério da Saúde, a Vacina Tríplice Viral, que protege contra Caxumba, Rubéola e Sarampo, é a melhor forma de prevenir a doença. Inclusive quem já teve Caxumba uma vez, está imune, porém se caso a pessoa não se lembrar se foi vacinada ou não tenha certeza de que recebeu as duas doses da vacina, não há perigo ou contraindicação para que a imunização seja feita, mesmo que novamente.

A patologia também conhecida como papeira ou parotidite, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é uma doença viral aguda causada por um vírus transmitido por via respiratória, saliva de pessoas infectadas. Sua principal característica é o aumento das glândulas salivares localizadas nas laterais do pescoço, logo abaixo da mandíbula, causando febre, náuseas, dores no corpo e dificuldade para engolir, mas em geral é benigna. Já em casos graves, pode provocar complicações como surdez, pancreatite, meningite e inflamações de testículo e de ovário – associadas à infertilidade. Como as crianças costumam ser as mais atingidas pela doença, é recomendado manter a carteira de vacinação em dia e saber mais sobre os sintomas. Na idade adulta a manifestação clínica é mais intensa, que pode surgir logo após a contaminação pelo vírus.

A Secretaria de Saúde do DF alerta que, em caso de surto, a recomendação é que os pacientes fiquem isolados e que se verifique a caderneta de vacinação de todos que tiveram contato com os pacientes. O isolamento deve durar no mínimo de 10 a 15 dias, contados a partir dos primeiros sinais e dos sintomas da doença. Para evitar a contaminação também é preciso evitar ambientes aglomerados e fechados e compartilhar copos e talheres.

Entenda mais sobre Caxumba e proteja-se:

O que é Caxumba?

A Caxumba também pode ser chamada de papeira ou parotidite, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). É uma doença viral aguda causada pelo vírus Paramyxovirus, que se caracteriza pelo inchaço das glândulas que produzem saliva que ficam nas laterais do pescoço, logo abaixo da mandíbula.

Como se pega caxumba?

A transmissão ocorre por meio do contato com a saliva de pessoas infectadas e a maior ocorrência da doença é no inverno e na primavera, período de temperaturas mais baixas. A incubação da doença varia de 12 a 25 dias e o período de transmissão dura de 16 a 18 dias. O período de transmissibilidade varia entre 6 a 7 dias antes das manifestações clínicas até 09 dias após o surgimento dos sintomas.

Quais são os sintomas da doença?

Algumas pessoas não apresentam sintomas. A Fiocruz explica que a principal e mais comum manifestação desta doença é o inchaço glândulas salivares, febre, calafrios e dores de cabeça ao mastigar e engolir. Uma das principais características da doença é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar. Em menores de cinco anos de idade são comuns sintomas das vias respiratórias e perda neurosensorial da audição.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da doença é eminentemente clínico-epidemiológico. Existem testes sorológicos ou de cultura para vírus, porém não são utilizados na rotina

Riscos para grávidas

A Caxumba pode ocasionar aborto espontâneo no primeiro trimestre da gestação.

Como se proteger?

A Vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, é a melhor forma de prevenir a doença. A vacina entrou para o calendário básico de vacinação, a crianças de 1 ano de idade, em 1996. Para crianças e adolescentes de até 19 anos são ministradas duas doses. Pessoas de 20 e 49 anos recebem apenas uma dose da vacina. De acordo com o Ministério da Saúde, quem já teve caxumba uma vez, está imune.

Como é feito o tratamento da caxumba?

É indicado apenas repouso, analgesia e observação cuidadosa quanto à possibilidade de aparecimento de complicações. O tratamento se concentra no alívio dos sintomas. A recuperação leva cerca de duas semanas.

Complicações

O Sistema Nervoso Central (SNC), com frequência, pode estar acometido sob a forma de meningite asséptica, que não deixa sequelas, mas raramente pode ocorrer encefalite. Nesses casos, o tratamento é sintomático.

De acordo com a Fiocruz, nos casos graves, a caxumba pode causar surdez. Após a puberdade, pode causar inflamação e inchaço doloroso dos testículos, chamado de orquite nos homens. De acordo com o Ministério da Saúde, se os dois testículos forem acometidos de forma importante, mas o fenômeno é raro. Pode ocorrer, ainda, inflamação dos ovários (ooforite) que também pode causar a esterilidade. Raramente, pode-se ter pancreatite. Por isso, é necessário redobrar a atenção nestes casos e ter acompanhamento médico.

O que deve ser feito em caso de surto?

A Secretaria do DF alerta que, em caso de surto, a recomendação é que os pacientes fiquem isolados e que se verifique a caderneta de vacinação de todos que tiveram contato com os pacientes. O isolamento deve durar no mínimo de 10 a 15 dias, contados a partir dos primeiros sinais e dos sintomas da doença. Para evitar a contaminação também é preciso evitar ambientes aglomerados e fechados e compartilhar copos e talheres. 

História da Vacinação contra Caxumba

A vacinação universal contra a caxumba teve início em 1998, primeiramente em dose única. A partir de 2002 é que se passou a utilizar duas doses da vacina. Então, pessoas que tenham recebido a vacina antes de 2002 têm o que se pode considerar como vacinação incompleta, e podem não estar imunes à doença.

Deve-se ponderar ainda que, os anticorpos contra a caxumba podem não ser perenes, ou seja, podem diminuir ao longo dos anos, e, por isso, tem se observado casos em adolescentes e adultos jovens. Caso a pessoa não saiba se foi vacinada ou não tenha certeza de que recebeu as duas doses da vacina, não há perigo ou contraindicação para que a imunização seja feita, mesmo que novamente.

Com informações da Fiocruz, Ministério da Saúde e Anvisa

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