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DIFTERIA, TÉTANO, COQUELUCHE, HAEMOPHILUS B, HEPATITE B E PÓLIO · HEXA, PENTA E dTpa

Coqueluche, tétano e difteria: do bebê ao avô

A proteção contra essas cinco ou seis doenças começa aos 2 meses, com as vacinas combinadas dos bebês, e segue a vida inteira com a dTpa: na gravidez, para proteger o recém-nascido, e a cada 10 anos nos adultos.

POR QUE VACINAR

A coqueluche é mais perigosa para quem ainda não pode se vacinar

A coqueluche causa crises de tosse tão fortes que o bebê pode ficar sem ar. Nos primeiros meses de vida é grave, pode precisar de UTI e até mesmo levar a óbito. Já quem transmite, quase sempre, é um adulto que convive com a criança e pode não ter nenhum sintoma ou apenas uma tosse leve. Por isso a vacina da mãe na gravidez e a dos adultos que convivem com o bebê fazem diferença.

O tétano entra por ferimentos, inclusive pequenos, e não passa de pessoa para pessoa: só a vacina protege. A difteria é rara hoje justamente por causa da vacinação, e volta quando ela cai.

QUAL VACINA

As vacinas dos bebês e a dos adultos

Hexa e penta acelulares (bebês)

  • Penta: difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e a bactéria Hib, que causa meningite
  • Hexa: as mesmas cinco, mais a hepatite B
  • Aos 2, 4 e 6 meses, com reforço entre 15 e 18 meses
  • Reforço entre 4 e 5 anos com DTPa+IPV (pólio): Refortrix® IPV (GSK) ou Tetraxim® (Sanofi)
  • São “acelulares”: dão menos febre e menos reação que a versão usada no SUS
  • Na Neocentro: Infanrix Hexa® (GSK) ou Hexaxim® (Sanofi); Infanrix Penta® (GSK) ou Pentaxim® (Sanofi)

dTpa (adolescentes, adultos e gestantes)

  • Protege contra difteria, tétano e coqueluche
  • Reforço a cada 10 anos, a vida toda
  • Gestantes: uma dose em cada gravidez, a partir da 20ª semana
  • Quem não tomou na gravidez: logo depois do parto, até 45 dias
  • Na Neocentro: Adacel® (Sanofi) ou Refortrix® (GSK)

A hexa e a penta juntam várias vacinas numa injeção só — menos picadas para o bebê. São usadas até os 7 anos; a partir daí, a vacina é a dTpa.

PARA QUEM É

Quem deve tomar, e quem deve esperar

Deve tomar

  • Bebês a partir dos 2 meses
  • Gestantes, em cada gravidez
  • Pais, avós, babás e quem convive com crianças menores de 2 anos
  • Adolescentes e adultos com o reforço de 10 anos vencido, e profissionais de saúde

Não deve tomar ou deve esperar

  • Quem teve alergia grave ou sintomas neurológicos depois de uma dose anterior
  • Hexa e penta: crianças a partir de 7 anos (a vacina passa a ser a dTpa)
  • Quem está com febre: espere melhorar
E A PÓLIO?

A gotinha acabou: a proteção contra a pólio vem na hexa e na penta

Desde novembro de 2024, o Ministério da Saúde deixou de usar a vacina oral, a famosa “gotinha”. Toda a vacinação contra a poliomielite no Brasil passou a ser feita com a vacina injetável, que é mais segura.

Na Neocentro, a vacina da pólio já vem dentro da hexa e da penta acelulares — o bebê fica protegido nas mesmas doses dos 2, 4 e 6 meses e no reforço, sem uma picada a mais. No SUS, ela é aplicada separada, numa injeção própria.

Deve tomar a vacina da pólio

  • Bebês a partir dos 2 meses: aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 15 meses e entre 4 e 5 anos
  • Viajantes para área de risco

Não deve tomar ou deve esperar

  • Quem teve alergia grave ou sintomas neurológicos depois de uma dose anterior
  • Hexa e penta: crianças a partir de 7 anos (a vacina passa a ser a dTpa)
  • Quem está com febre: espere melhorar
NA APLICAÇÃO

Como é e o que esperar depois

Aplicação intramuscular. As vacinas são inativadas: não causam as doenças.

Nos bebês, podem aparecer vermelhidão e inchaço no local e febre, que passam em um ou dois dias. Nos adultos, o mais comum é dor no braço, dor de cabeça e cansaço. A dTpa pode ser tomada na gravidez com segurança.

SUS OU CLÍNICA

Onde tomar

No SUS, os bebês tomam a penta de células inteiras, que costuma dar mais febre e reação, com a vacina da pólio em outra injeção. A dTpa é oferecida para gestantes a partir da 20ª semana, puérperas até 45 dias e profissionais de saúde de maternidades e UTIs neonatais.

Na Neocentro, aplicamos a hexa e a penta acelulares, com menos reações e menos picadas, e a dTpa para gestantes, adolescentes, adultos e quem convive com bebês, nas unidades de Brasília, Curitiba e Uberlândia.

DÚVIDAS

Perguntas sobre essas vacinas

Tomei a dTpa na gravidez anterior. Preciso tomar de novo?

Sim. A dose é feita em cada gravidez, porque os anticorpos que passam para o bebê diminuem com o tempo. A partir da 20ª semana.

O pai e os avós precisam tomar?

É recomendado. Quem convive com crianças menores de 2 anos deve estar com a dTpa em dia, porque a coqueluche costuma chegar ao bebê por um adulto da casa.

Qual a diferença entre hexa e penta?

A hexa inclui a hepatite B; a penta, não. As duas protegem contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e Hib. A escolha depende de quais doses de hepatite B o bebê já tomou — a nossa equipe orienta.

Meu filho precisa tomar a gotinha da pólio?

Não. A gotinha não é mais usada no Brasil desde 2024. A proteção contra a pólio vem da vacina injetável — aqui, dentro da hexa ou da penta. Se o seu filho tomou gotinhas no passado, elas continuam valendo; a nossa equipe confere a caderneta.

Tenho um ferimento e não sei quando tomei a antitetânica.

Procure atendimento médico para avaliar o ferimento. Para a rotina, o reforço contra o tétano é a cada 10 anos, e a dTpa já inclui essa proteção.

Quanto custa?

Esse assunto é tratado pelo WhatsApp da sua cidade, com alguém da nossa equipe. Mande a idade de quem vai vacinar e respondemos antes de você se deslocar.

Vamos colocar essas vacinas em dia?

Chame a unidade da sua cidade pelo WhatsApp. A nossa equipe confere a caderneta de cada pessoa da família e agenda a aplicação.

Fontes: Ministério da Saúde, Brasil adota novo esquema vacinal contra a poliomielite (novembro de 2024); Família SBIm, Vacinas combinadas à DTPa — penta e hexa acelulares (10/7/2025) e Vacina tríplice bacteriana acelular do tipo adulto — dTpa (4/7/2025). Informação geral, que não substitui a avaliação individual.