Você sabia que o vírus da catapora pode permanecer no seu organismo por décadas e voltar a se manifestar? É assim que surge o herpes-zóster, uma doença que pode causar dores intensas e complicações prolongadas, especialmente após os 50 anos. A doença pode atingir uma em cada três pessoas ao longo da vida, mas existe uma vacina altamente eficaz para preveni-la.
O que é o herpes-zóster?
O herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, é causado pelo vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora.
Após a recuperação da catapora, o vírus não é eliminado completamente do organismo. Ele permanece adormecido nos gânglios nervosos e pode ser reativado muitos anos depois, provocando o herpes-zóster.
A reativação está relacionada principalmente à redução da imunidade celular específica contra o vírus, que ocorre naturalmente com o envelhecimento ou em decorrência de doenças e tratamentos que comprometem o sistema imunológico.
Embora possa ocorrer em qualquer idade, o risco aumenta significativamente a partir dos 50 anos.
Quais são os sintomas?
O herpes-zóster geralmente começa com dor, queimação, formigamento ou sensibilidade em determinada região do corpo.
Depois, surgem pequenas bolhas agrupadas sobre a pele avermelhada, geralmente acompanhando o trajeto de um nervo e afetando apenas um lado do corpo.
As lesões aparecem com maior frequência no tórax, nas costas ou no rosto e costumam cicatrizar em duas a quatro semanas.
Entretanto, mesmo após o desaparecimento das lesões, a dor pode persistir.
Quais são as principais complicações?
A complicação mais frequente é a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dor persistente na região afetada, mesmo após a cicatrização das lesões.
Essa dor pode durar meses ou até anos, prejudicando o sono, as atividades diárias e a qualidade de vida, especialmente entre pessoas idosas.
- Herpes-zóster oftálmico: pode comprometer estruturas dos olhos e causar alterações visuais, inclusive perda da visão.
- Complicações neurológicas: como meningite, encefalite e paralisias.
- Comprometimento auditivo e facial: em algumas apresentações da doença.
- Infecções bacterianas secundárias: nas lesões da pele.
Pessoas mais velhas e imunocomprometidas apresentam maior risco de desenvolver formas graves e complicações.
Quem tem maior risco de desenvolver herpes-zóster?
O risco aumenta principalmente com o envelhecimento, especialmente após os 50 anos.
Também é maior em pessoas com comprometimento do sistema imunológico, como pacientes com câncer, transplantados, pessoas vivendo com HIV e indivíduos que utilizam medicamentos imunossupressores.
O herpes-zóster pode ocorrer mesmo em pessoas aparentemente saudáveis e que não apresentam nenhuma doença conhecida.
Como prevenir o herpes-zóster?
A principal medida de prevenção é a vacinação.
A vacina recombinante contra o herpes-zóster, Shingrix®, é uma vacina não viva, desenvolvida para estimular uma resposta imunológica robusta contra o vírus varicela-zóster.
Estudos clínicos demonstraram eficácia superior a 90% na prevenção do herpes-zóster em adultos imunocompetentes a partir dos 50 anos, além de elevada proteção contra a neuralgia pós-herpética.
Estudos de acompanhamento também demonstram que a proteção permanece elevada por muitos anos após a vacinação.
Quem deve receber a vacina?
A vacina Shingrix® está indicada para:
- Adultos a partir dos 50 anos, independentemente de terem doenças crônicas ou histórico de herpes-zóster.
- Pessoas a partir dos 18 anos com risco aumentado de herpes-zóster, especialmente aquelas imunocomprometidas por doenças ou tratamentos médicos.
O esquema é composto por duas doses, geralmente com intervalo de dois meses entre elas.
Em determinadas situações, especialmente em pessoas imunocomprometidas, o intervalo poderá ser ajustado conforme orientação médica.
Quem já teve herpes-zóster precisa se vacinar?
Sim! Ter apresentado herpes-zóster anteriormente não garante proteção definitiva, pois a doença pode ocorrer mais de uma vez.
A vacinação continua recomendada para pessoas que já tiveram a doença, com o objetivo de reduzir o risco de novos episódios e suas complicações. A SBIm orienta, em geral, aguardar seis meses após o episódio para vacinar, embora esse intervalo possa ser reduzido em situações específicas, após a resolução do quadro agudo.
A vacina está disponível no SUS?
Até o momento, a vacina contra o herpes-zóster está disponível apenas na rede privada de vacinação.
Proteção para uma vida com mais saúde
O herpes-zóster não é apenas uma doença de pele. Suas complicações podem causar sofrimento prolongado e comprometer significativamente a qualidade de vida.
A vacinação representa uma importante oportunidade de prevenção, especialmente para adultos a partir dos 50 anos e pessoas com maior risco de desenvolver a doença.
Na Neocentro Vacinas, nossa equipe está preparada para orientar você sobre a prevenção do herpes-zóster e avaliar a indicação da vacina conforme sua idade e condições de saúde.
Prevenir o herpes-zóster é proteger sua saúde e sua qualidade de vida. Entre em contato com a Neocentro Vacinas e saiba mais sobre a vacinação.
Referências
Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Herpes-zóster: doença e vacina recombinante inativada. Atualizações de 2025 e 2026.
SBIm. Calendários de Vacinação 2026/2027.
Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Clinical Overview of Shingles (Herpes Zoster).
Ministério da Saúde. Portaria SCTIE/MS nº 3, de 8 de janeiro de 2026.
Effectiveness of recombinant zoster vaccine against herpes zoster and postherpetic neuralgia: a systematic review and meta-analysis of post-licensure observational studies. 2026.