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BLOG · SAÚDE DO HOMEM

Novembro Azul: por que cuidar da saúde do homem vai muito além da próstata?

Conheça a origem do Novembro Azul, os principais desafios da saúde masculina e como a prevenção pode contribuir para uma vida mais longa e saudável.

Cuidar da saúde também é coisa de homem.

Embora a campanha seja conhecida principalmente pela conscientização sobre o câncer de próstata, seu significado é muito mais amplo: incentivar os homens a cuidarem da própria saúde em todas as fases da vida.

E os números mostram por que essa conversa é tão necessária.

Como surgiu o Novembro Azul?

O movimento começou em 2003, na Austrália, quando um grupo de 30 homens decidiu deixar o bigode crescer durante novembro para chamar a atenção para a saúde masculina.

A iniciativa ficou conhecida como Movember, uma combinação das palavras inglesas moustache (bigode) e November (novembro).

Inicialmente voltado à conscientização sobre o câncer de próstata, o movimento cresceu e passou a abordar também o câncer de testículo, a saúde mental e a prevenção do suicídio.

No Brasil, o Novembro Azul ganhou força como uma campanha de conscientização sobre o câncer de próstata e, progressivamente, tornou-se uma oportunidade para discutir a saúde masculina de maneira mais abrangente.

Homens vivem menos que mulheres. Por quê?

Segundo dados do IBGE referentes a 2024, a expectativa de vida ao nascer dos homens brasileiros era de 73,3 anos, enquanto a das mulheres chegava a 79,9 anos — uma diferença de aproximadamente 6,6 anos.

Essa diferença envolve diversos fatores, como maior exposição a acidentes e violências, comportamentos de risco, doenças crônicas e dificuldades no acesso ou na procura por cuidados de saúde.

Muitos homens ainda procuram atendimento médico apenas quando apresentam sintomas ou quando uma doença já está instalada.

Câncer de próstata: um importante alerta

O câncer de próstata é o tipo de câncer mais frequente entre os homens brasileiros, quando desconsiderados os tumores de pele não melanoma.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados aproximadamente 77.920 novos casos por ano no Brasil, entre 2026 e 2028.

Nas fases iniciais, a doença pode não provocar sintomas. Por isso, é importante avaliar o risco individual, considerando idade, histórico familiar e outros fatores. O acompanhamento médico e a realização de exames, quando indicados, são essenciais para o cuidado com a saúde.

O Novembro Azul é uma oportunidade para estimular essa conversa, mas a prevenção da saúde masculina não termina na próstata.

Prevenção também é cuidar do coração, da mente e dos hábitos de vida

Doenças cardiovasculares, hipertensão, diabetes e diversos tipos de câncer estão entre os problemas que merecem atenção na saúde masculina.

Pequenas atitudes, quando incorporadas à rotina, fazem diferença:

  • Praticar atividade física regularmente.
  • Manter uma alimentação equilibrada.
  • Evitar o tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Cuidar do sono e da saúde mental.
  • Acompanhar a pressão arterial, a glicemia e outros indicadores conforme a avaliação médica.
  • Realizar consultas preventivas e exames quando indicados.

A prevenção não significa fazer todos os exames disponíveis, mas identificar os cuidados adequados para cada pessoa, de acordo com sua idade, histórico e fatores de risco.

E as vacinas? Elas também fazem parte da saúde do homem!

A vacinação costuma ser associada à infância, mas a proteção precisa continuar ao longo de toda a vida.

Algumas vacinas merecem atenção especial na saúde masculina:

HPV: ajuda a prevenir verrugas genitais e cânceres associados ao vírus, incluindo câncer de ânus e de orofaringe e outros cânceres de cabeça e pescoço. A vacina HPV9 é indicada para homens de 9 a 45 anos.

Hepatite B: protege contra uma infecção que pode evoluir para cirrose e câncer de fígado.

Influenza: a vacinação anual reduz o risco de complicações e hospitalizações pela gripe.

Herpes-zóster: recomendada a partir dos 50 anos, ou antes em determinadas condições de risco, ajuda a prevenir a doença e suas complicações, especialmente a neuralgia pós-herpética.

Pneumocócicas: importantes para a prevenção de pneumonia e outras infecções pneumocócicas, especialmente a partir dos 60 anos e em pessoas com condições de risco.

Vírus sincicial respiratório (VSR): a vacinação também pode ser indicada para homens mais velhos e adultos com determinadas condições de risco, conforme as recomendações vigentes.

Outras vacinas, como tétano, difteria, sarampo e febre amarela, também devem ser avaliadas conforme o histórico de vacinação.

A indicação de cada vacina depende da idade, das condições de saúde e das recomendações atuais.

Neste Novembro Azul, transforme a conscientização em atitude

Cuidar da saúde é um compromisso com o presente e com o futuro.

É ter disposição para trabalhar, aproveitar a família, praticar atividades de que gosta e envelhecer com qualidade de vida.

Neste Novembro Azul, a Neocentro Vacinas convida os homens a incluírem a vacinação entre seus cuidados preventivos.

Que tal aproveitar este mês para fazer um check-up da sua carteira de vacinação?

Envie uma foto da sua carteira pelo WhatsApp da Neocentro Vacinas. Nossa equipe irá avaliar seu histórico vacinal, identificar possíveis doses pendentes e orientar sobre as vacinas recomendadas para sua idade e condições de saúde.

Cuidar da saúde também é coisa de homem. E a prevenção faz parte desse cuidado.

Referências

Movember Foundation. Our Story. https://au.movember.com/p/report/about/history

IBGE. Tábuas Completas de Mortalidade — Brasil, 2024. https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9126

INCA. Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil. https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa

INCA. Apoio à decisão no rastreamento do câncer de próstata. https://www.inca.gov.br/sites/ufu.sti.inca.local/files/media/document/apoio_decisao_cancer_prostata_2019.pdf

Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Calendários de vacinação. https://www.sbim.org.br/

Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. https://www.gov.br/saude/pt-br/vacinacao/calendario

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