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Influenza (gripe): riscos, complicações e a importância da vacinação anual

A influenza, popularmente conhecida como gripe, é uma infecção respiratória viral que pode atingir pessoas de todas as idades. Embora muitas vezes seja confundida com um resfriado comum, a gripe pode provocar complicações graves, hospitalizações e até levar à morte.

Crianças pequenas, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis. Entretanto, pessoas jovens e previamente saudáveis também podem apresentar formas graves da doença.

A vacinação anual é a principal estratégia para reduzir o risco de gripe e, especialmente, de suas complicações.

O que é a influenza?

É assim que chamamos a gripe causada pelos vírus influenza, principalmente dos tipos A e B, que circulam na população e sofrem mudanças frequentes ao longo do tempo.

Os sintomas geralmente começam de forma súbita e incluem febre, tosse, dor de garganta, dores musculares, dor de cabeça e cansaço intenso. Em crianças, também podem ocorrer vômitos e diarreia.

Diferentemente do resfriado comum, a influenza costuma provocar sintomas mais intensos e maior comprometimento do estado geral.

Por que a gripe pode ser perigosa?

A influenza pode comprometer os pulmões e provocar pneumonia viral ou favorecer infecções bacterianas secundárias.

Nos casos mais graves, pode causar insuficiência respiratória e síndrome respiratória aguda grave (SRAG), com necessidade de hospitalização e cuidados intensivos.

A infecção também pode desencadear complicações cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, além de agravar doenças preexistentes, como asma, diabetes, insuficiência cardíaca e doenças pulmonares crônicas.

Nos idosos, a hospitalização por influenza pode resultar em perda de força muscular, redução da autonomia e dificuldade para recuperar a capacidade funcional anterior à doença.

Em crianças menores de cinco anos, especialmente menores de dois anos, o risco de complicações também é maior.

Como a gripe é transmitida?

O vírus influenza é transmitido principalmente por partículas respiratórias eliminadas quando uma pessoa infectada fala, tosse ou espirra.

A transmissão também pode ocorrer pelo contato com secreções respiratórias e, menos frequentemente, com superfícies contaminadas.

Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus mesmo antes de perceber os primeiros sintomas, o que facilita sua disseminação em escolas, ambientes de trabalho e locais de convivência.

Por que precisamos tomar a vacina todos os anos?

Existem duas razões principais para a vacinação anual.

A primeira é que os vírus influenza sofrem mudanças frequentes. Por isso, a composição das vacinas é revisada periodicamente, com base na vigilância realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A segunda é que a proteção imunológica diminui ao longo do tempo, tornando importante receber uma nova dose a cada temporada.

Mesmo quando a vacina não impede completamente a infecção, ela pode reduzir o risco de complicações e hospitalizações.

A vacinação anual é recomendada para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade, respeitando as indicações de cada produto.

Quem deve receber a vacina contra a gripe?

A vacinação anual é recomendada para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade, mas é especialmente importante para os grupos com maior risco de complicações:

  • Crianças pequenas, principalmente menores de cinco anos.
  • Gestantes e puérperas.
  • Pessoas com 60 anos ou mais.
  • Pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, renais, diabetes ou outras condições crônicas.
  • Pessoas imunocomprometidas.
  • Profissionais de saúde e pessoas que convivem com indivíduos vulneráveis.

A vacinação das gestantes é segura e pode ser realizada em qualquer fase da gravidez. Além de proteger a mulher, os anticorpos produzidos após a vacinação também ajudam a proteger o bebê nos primeiros meses de vida.

Como funciona a vacinação das crianças?

A vacina contra a influenza é recomendada a partir dos seis meses de idade.

Crianças entre seis meses e oito anos que recebem a vacina pela primeira vez geralmente precisam de duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas. Nos anos seguintes, o esquema habitual é de uma dose anual.

A partir dos nove anos, recomenda-se uma dose por temporada.

Existe uma vacina diferenciada para idosos?

Sim. Com o envelhecimento, o sistema imunológico passa por mudanças que podem reduzir a resposta às vacinas, processo conhecido como imunossenescência.

Para ampliar a proteção nessa faixa etária, foram desenvolvidas vacinas de alta dose, que contêm maior concentração de antígenos e estimulam uma resposta imunológica mais robusta.

A Efluelda® é uma dessas vacinas, indicada para pessoas a partir dos 60 anos. Estudos demonstram proteção superior à das vacinas de dose padrão em determinados desfechos, incluindo a prevenção de influenza e hospitalizações.

Para entender melhor seus benefícios e indicações, consulte nosso artigo específico sobre a Efluelda®.

Outras medidas importantes de prevenção

Além da vacinação, algumas atitudes ajudam a reduzir a transmissão do vírus influenza:

  • Higienizar frequentemente as mãos.
  • Manter os ambientes ventilados.
  • Cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar.
  • Evitar contato próximo com pessoas que apresentam sintomas respiratórios.
  • Permanecer em casa durante a fase aguda da doença, sempre que possível.
  • Utilizar máscara em situações de maior risco de transmissão.

Essas medidas complementam a vacinação e são especialmente importantes na convivência com bebês, idosos e pessoas imunocomprometidas.

Perguntas frequentes sobre a vacina da gripe

A vacina da gripe pode causar gripe?

Não. As vacinas inativadas utilizadas nos serviços de vacinação não contêm vírus capazes de provocar a doença. Podem ocorrer reações leves e passageiras, como dor no local da aplicação, mal-estar ou febre baixa.

Quem tomou a vacina no ano passado precisa se vacinar novamente?

Sim. A vacinação é anual porque a proteção diminui com o tempo e os vírus influenza sofrem mudanças frequentes.

Quanto tempo após a vacinação começa a proteção?

O organismo geralmente precisa de aproximadamente duas semanas para desenvolver uma resposta imunológica adequada.

A vacina contra a gripe também previne resfriados?

Não. Ela protege especificamente contra os vírus influenza presentes em sua composição. Outros vírus respiratórios podem causar sintomas semelhantes aos da gripe.

Posso receber a vacina se estiver resfriado?

Sim. Um resfriado leve, sem comprometimento importante do estado geral, geralmente não impede a vacinação. Em caso de doença aguda moderada ou grave, especialmente acompanhada de febre, recomenda-se adiar a aplicação até a melhora.

A vacina da gripe pode ser aplicada junto com outras vacinas?

Sim. De modo geral, as vacinas contra influenza podem ser administradas simultaneamente a outras vacinas indicadas para a idade, respeitando as recomendações específicas de cada produto.

Vacinação anual: um cuidado que faz diferença

A gripe pode trazer consequências importantes para a saúde, mas muitas de suas complicações podem ser prevenidas.

A vacinação anual é uma medida fundamental para proteger crianças, adultos, gestantes e idosos, contribuindo para reduzir hospitalizações e formas graves da doença.

Na Neocentro Vacinas, nossa equipe oferece orientação individualizada e vacinas atualizadas, com atenção à segurança, à conservação dos imunizantes e às necessidades de cada pessoa.

Entre em contato com nossa equipe e mantenha sua vacinação contra a gripe em dia.

Referências

1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Recommendations for Influenza Vaccine Composition. https://www.who.int/teams/global-influenza-programme/vaccines/who-recommendations

2. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Vacinas gripe (influenza). https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/vacinas-gripe-influenza

3. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Calendários de vacinação SBIm 2026/2027. https://www.sbim.org.br/calendario-de-vacinacao

4. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Flu and Children. https://www.cdc.gov/flu/highrisk/children.html

5. Kwong JC, et al. Acute Myocardial Infarction after Laboratory-Confirmed Influenza Infection. New England Journal of Medicine. 2018;378:345–353. DOI: 10.1056/NEJMoa1702090.

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